Atualizado em 24 de junho de 2026 Revisado por Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825)
O zumbido no ouvido em Araguaína tem avaliação especializada com a Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825), otorrinolaringologista na Humana Clínica, Av. 1 de Janeiro, 832, Centro. O zumbido (acúfeno ou tinnitus) é a percepção de som na ausência de fonte sonora externa — pode ser constante ou intermitente, unilateral ou bilateral, e impactar significativamente a qualidade de vida. A avaliação especializada é essencial para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.
O que é o Zumbido (Acúfeno)?
O acúfeno é definido como a percepção de sons — chiado, apito, campainha, ronco, pulsação — que não têm origem em uma fonte sonora externa. É um sintoma, não uma doença em si, e pode ser o sinal de alerta de diversas condições que afetam o sistema auditivo ou estruturas relacionadas.
Estima-se que 10-15% da população adulta tenha algum grau de zumbido. Na maioria dos casos é uma queixa crônica que interfere no sono, na concentração e no bem-estar emocional. Embora não seja curável em todos os casos, o tratamento adequado pode reduzir significativamente o impacto na qualidade de vida.
Principais Causas do Zumbido
Causas Auditivas (as mais comuns)
- Perda auditiva neurossensorial: a causa mais frequente — quando as células ciliadas da cóclea são danificadas, o cérebro pode "gerar" sons para compensar a ausência de sinal auditivo
- Presbiacusia: perda auditiva relacionada ao envelhecimento, frequentemente associada ao zumbido
- Exposição a ruídos intensos: trauma acústico agudo (explosões, shows) ou crônico (trabalho ruidoso, uso prolongado de fones de ouvido)
- Doença de Ménière: tríade de vertigem episódica, perda auditiva flutuante e zumbido
- Otosclerose: calcificação da cadeia ossicular do ouvido médio
Outras Causas Relevantes
- Rolha de cera (cerume impactado): causa reversível — a remoção do cerume resolve o zumbido
- Otite média com efusão: líquido no ouvido médio que altera a transmissão sonora
- Medicamentos ototóxicos: alguns antibióticos (aminoglicosídeos), aspirina em altas doses, quimioterápicos podem causar ou agravar o zumbido
- Disfunção da articulação temporomandibular (ATM): problemas na articulação da mandíbula podem causar zumbido e sensação de ouvido tapado
- Hipertensão arterial e alterações vasculares: especialmente o zumbido pulsátil (sincrônico com os batimentos cardíacos)
- Ansiedade e estresse: amplificam a percepção e o incômodo causado pelo zumbido
Tipos de Zumbido
- Zumbido subjetivo: percebido apenas pelo paciente — o mais comum. Geralmente de origem na cóclea ou nas vias auditivas centrais
- Zumbido objetivo (pulsátil): pode ser ouvido pelo examinador com instrumentos apropriados. Sugere origem vascular ou muscular e requer investigação específica (angio-ressonância, por exemplo)
- Zumbido unilateral: em apenas um ouvido — exige investigação mais detalhada para excluir causas estruturais como neurinoma do acústico
- Zumbido bilateral: em ambos os ouvidos — mais frequentemente relacionado à perda auditiva sistêmica ou exposição a ruídos
Como é Feita a Avaliação do Zumbido
A consulta com a Dra. Marília Ferreira para avaliação de zumbido inclui:
- Anamnese detalhada: características do zumbido (tom, frequência percebida, unilateral ou bilateral, pulsátil ou contínuo), histórico de exposição a ruídos, medicamentos em uso, doenças associadas
- Otoscopia: avaliação do canal auditivo e tímpano — exclusão de cerume, otite e outras causas tratáveis
- Audiometria tonal e vocal: avaliação do perfil auditivo e identificação de perda associada ao zumbido
- Timpanometria e reflexo estapediano: avaliação da função do ouvido médio
- Exames de imagem: ressonância magnética com gadolíneo quando há suspeita de lesão retrococlear (neurinoma do acústico) ou zumbido pulsátil de causa vascular
Tratamento do Zumbido
O tratamento do zumbido depende da causa identificada:
- Causas tratáveis: remoção de cerume, tratamento de otite, ajuste de medicamentos ototóxicos, controle da hipertensão — resolvem o zumbido na sua origem
- Perda auditiva associada: adaptação de aparelho auditivo pode reduzir significativamente o zumbido, pois estimula o sistema auditivo e reduz o "silêncio" que amplifica o sintoma
- Terapia de Habituação ao Tinnitus (TRT): combina aconselhamento e terapia sonora para reduzir a percepção e o incômodo do zumbido
- Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): eficaz para reduzir o sofrimento emocional causado pelo zumbido crônico
- Medicamentos: não há fármaco que "cure" o zumbido, mas alguns podem ajudar no manejo de ansiedade e insônia associadas
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica presencial.
Agendar Avaliação para Zumbido no OuvidoPerguntas Frequentes sobre Zumbido
O zumbido tem cura?
Depende da causa. Zumbidos por causas reversíveis (cerume, otite, medicamento) têm cura após o tratamento. Zumbidos por perda auditiva neurossensorial crônica geralmente não têm cura definitiva, mas podem ser muito bem manejados com terapias de habituação, aparelho auditivo e suporte psicológico.
O zumbido pode causar surdez?
O zumbido em si não causa surdez. Mas muitas causas de zumbido (trauma acústico, ototoxicidade, doença de Ménière) afetam simultaneamente a audição. A avaliação audiológica é fundamental para identificar e tratar precocemente a perda auditiva associada.
O estresse piora o zumbido?
Sim. O estresse e a ansiedade amplificam a percepção do zumbido e aumentam o sofrimento associado. O manejo do componente emocional — com apoio psicológico ou psiquiátrico quando necessário — é parte importante do tratamento do zumbido crônico.
Fone de ouvido causa zumbido?
O uso prolongado de fones de ouvido em volume alto pode causar trauma acústico crônico, levando à perda auditiva neurossensorial e zumbido. Recomenda-se seguir a regra 60/60: volume máximo de 60% por no máximo 60 minutos consecutivos, com intervalos de descanso auditivo.
Fontes e Referências
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico com um otorrinolaringologista para avaliação e diagnóstico individualizados.
