Atualizado em 24 de junho de 2026 Revisado por Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825)

O ronco e a apneia do sono em Araguaína – TO têm avaliação e tratamento especializado com a Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825), otorrinolaringologista com formação no Hospital Paulista de Otorrinolaringologia (SP). Ronco frequente e alto — especialmente associado a pausas na respiração durante o sono — pode indicar apneia obstrutiva do sono (AOS), uma condição médica séria com impacto cardiovascular, metabólico e cognitivo. Se você ou alguém próximo ronca intensamente em Araguaína ou no norte do Tocantins, uma avaliação com a Dra. Marília é o primeiro passo.

Diferença entre Ronco Simples e Apneia Obstrutiva do Sono

Ronco Primário (Simples)

O ronco é produzido pela vibração das estruturas moles da faringe — palato mole, úvula, base da língua e paredes laterais da garganta — quando o fluxo de ar encontra resistência durante o sono. O ronco primário ocorre sem pausas na respiração, sem dessaturação de oxigênio e sem fragmentação do sono. Apesar de não causar risco à saúde do roncador, pode comprometer o sono do parceiro e ocasionalmente ser o primeiro sinal de evolução para apneia.

Apneia Obstrutiva do Sono (AOS)

A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por pausas repetidas na respiração durante o sono, com duração de 10 segundos ou mais, causadas pelo colapso completo (apneia) ou parcial (hipopneia) das vias aéreas superiores. Durante essas pausas, o nível de oxigênio no sangue cai, o cérebro é "despertado" brevemente (microdespertar) para retomar a respiração — ciclo que pode se repetir centenas de vezes por noite sem que o paciente perceba.

Os sinais que diferenciam a AOS do ronco simples incluem:

  • Pausas na respiração observadas pelo parceiro (sinal mais específico)
  • Ronco muito alto, irregular, com engasgos ou bufos
  • Sono agitado, com muitas mudanças de posição
  • Noctúria frequente (acordar várias vezes para urinar à noite)
  • Boca muito seca ao acordar
  • Sonolência diurna excessiva — dormir em situações inadequadas (reunião, carro)
  • Dificuldade de concentração e memória
  • Irritabilidade e alterações de humor
  • Cefaleia matinal (dor de cabeça ao acordar)
  • Disfunção erétil (em homens)

Riscos da Apneia Obstrutiva do Sono Não Tratada

A AOS moderada a grave não tratada está associada a um aumento significativo do risco de diversas condições graves:

  • Hipertensão arterial sistêmica (HAS): a AOS é causa direta de hipertensão resistente — pressão alta que não responde bem a medicamentos
  • Doença cardiovascular: risco aumentado de infarto do miocárdio, arritmias (especialmente fibrilação atrial) e insuficiência cardíaca
  • Acidente vascular cerebral (AVC): risco duas a quatro vezes maior em pacientes com AOS grave não tratada
  • Diabetes tipo 2: a fragmentação do sono compromete a sensibilidade à insulina
  • Obesidade: AOS e obesidade se retroalimentam — a apneia prejudica a regulação hormonal do apetite
  • Acidentes de trânsito: a sonolência diurna por AOS aumenta em até 7 vezes o risco de acidentes automobilísticos
  • Comprometimento cognitivo: déficit de atenção, memória e maior risco de demência no longo prazo

Causas ORL do Ronco e da Apneia

A avaliação otorrinolaringológica é fundamental porque muitas das causas do ronco e da apneia têm origem em estruturas que o ORL trata. A Dra. Marília Ferreira avalia cada fator anatomicamente:

  • Desvio de septo nasal: obstrução nasal crônica força o paciente a respirar pela boca, agravando o colapso faríngeo
  • Hipertrofia de cornetos: aumento das conchas nasais reduz o fluxo aéreo nasal
  • Amígdalas hipertrofiadas: principal causa de AOS em crianças; em adultos, também pode contribuir significativamente
  • Palato mole alongado e úvula grande: estruturas que vibram e colapsam facilmente durante o sono
  • Obstrução nasofaríngea por adenoide: mais relevante em crianças e adolescentes
  • Retroposição da língua: base da língua que recua durante o sono (mais frequente em pacientes com queixo retraído — retrognatia)
  • Obesidade: depósito de gordura ao redor da faringe reduz o diâmetro da via aérea

Como é Feita a Avaliação em Araguaína?

A Dra. Marília Ferreira realiza uma avaliação estruturada e completa do paciente com queixa de ronco ou apneia:

1. Anamnese dirigida: questionários validados de sonolência (Epworth), queixas do parceiro, histórico de doenças associadas (HAS, diabetes, hipotireoidismo), IMC, uso de álcool e sedativos.

2. Nasofibroscopia: avaliação endoscópica das vias aéreas superiores, com Manobra de Müller — o paciente inspira com nariz e boca fechados enquanto a câmera registra o grau de colapso das paredes faríngeas. Identifica o nível e grau de obstrução.

3. Indicação de polissonografia: exame padrão-ouro para diagnóstico da AOS, que monitora o sono por uma noite inteira — ondas cerebrais, movimentos oculares, tônus muscular, fluxo aéreo, saturação de oxigênio, ronco e posição corporal. A Dra. Marília solicita e interpreta o resultado em conjunto com o diagnóstico clínico-endoscópico.

4. Classificação da gravidade: baseada no IAH (Índice de Apneia-Hipopneia): leve (5-15 eventos/hora), moderada (15-30 eventos/hora) ou grave (acima de 30 eventos/hora).

5. Plano terapêutico personalizado: o tratamento é definido com base na gravidade, na anatomia do paciente e nas suas preferências e estilo de vida.

Opções de Tratamento

  • Tratamento cirúrgico ORL: septoplastia, turbinoplastia, amigdalectomia, uvulopalatofaringoplastia (UPPP), cirurgias de língua — indicadas quando há causa anatômica tratável e a AOS é de leve a moderada
  • CPAP: dispositivo que gera pressão positiva contínua nas vias aéreas durante o sono, impedindo o colapso. É o tratamento mais eficaz para AOS moderada a grave. A avaliação ORL pode identificar causas cirúrgicas que, quando corrigidas, reduzem a pressão necessária do CPAP
  • Aparelho intraoral (AIO): dispositivo odontológico que avança a mandíbula durante o sono, aumentando o espaço faríngeo. Indicado para ronco primário e AOS leve a moderada
  • Mudanças de estilo de vida: perda de peso, evitar álcool à noite, posição lateral de decúbito — medidas que complementam o tratamento principal

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica presencial.

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Perguntas Frequentes sobre Ronco e Apneia do Sono

Todo mundo que ronca tem apneia?

Não. Roncar é necessário, mas não suficiente para o diagnóstico de apneia. Estima-se que 40-50% dos adultos roncam, mas apenas 10-15% têm apneia obstrutiva do sono. A polissonografia é o exame que diferencia o ronco primário da AOS com precisão.

A cirurgia cura completamente a apneia do sono?

A cirurgia pode ser curativa em casos selecionados — especialmente quando a causa é bem definida e localizada (como amígdalas muito grandes em criança ou desvio de septo grave). Em adultos com AOS moderada a grave e múltiplos fatores, a cirurgia geralmente melhora significativamente os sintomas, mas pode não eliminar completamente a necessidade de CPAP. A Dra. Marília é transparente sobre as expectativas realistas de cada caso.

Crianças também podem ter apneia do sono?

Sim. A AOS em crianças é subestimada e frequentemente atribuída erroneamente a "hiperatividade" ou "déficit de atenção". As principais causas pediátricas são amígdalas e adenoide hipertrofiadas. O tratamento cirúrgico (adenoamigdalectomia) costuma ser curativo na maioria dos casos pediátricos.

O CPAP tem cura? Tenho que usar para sempre?

O CPAP trata a apneia durante o uso, mas não cura a doença. Se suspenso, os episódios retornam. Por isso, a avaliação ORL é importante mesmo para usuários de CPAP — pois corrigir causas anatômicas tratáveis pode reduzir a pressão necessária, melhorar a tolerância ao dispositivo ou, em alguns casos, eliminar a necessidade do aparelho.

As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico com um otorrinolaringologista para avaliação e diagnóstico individualizados.