Atualizado em 24 de junho de 2026 Revisado por Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825)
A perda auditiva em Araguaína tem avaliação especializada com a Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825), otorrinolaringologista na Humana Clínica, Av. 1 de Janeiro, 832, Centro. A perda auditiva (hipoacusia) é um problema de saúde pública relevante que afeta pessoas de todas as idades, com consequências diferentes conforme o momento da vida em que ocorre. Em crianças, pode comprometer o desenvolvimento da linguagem. Em adultos, impacta a comunicação, o trabalho e o bem-estar. Em idosos, está associada ao isolamento social e ao declínio cognitivo.
Tipos de Perda Auditiva
Perda Auditiva Condutiva
Ocorre quando há um obstáculo na condução do som pelo canal auditivo externo ou ouvido médio, impedindo que o som chegue ao ouvido interno. As causas mais comuns são:
- Cerume (rolha de cera) impactado no canal auditivo
- Otite média aguda ou serosa (líquido no ouvido médio)
- Perfuração do tímpano por trauma ou infecção
- Otosclerose (calcificação dos ossículos do ouvido médio)
- Disfunção da tuba auditiva (barotrauma, infecções repetidas)
A perda auditiva condutiva frequentemente tem tratamento clínico ou cirúrgico com excelentes resultados.
Perda Auditiva Neurossensorial
Ocorre por dano às células ciliadas da cóclea (ouvido interno) ou ao nervo auditivo. É a forma mais comum de perda auditiva em adultos e idosos. As principais causas incluem:
- Presbiacusia: perda auditiva relacionada ao envelhecimento — afeta predominantemente as frequências agudas
- Exposição a ruídos: trauma acústico crônico por trabalho ruidoso ou uso abusivo de fones de ouvido
- Medicamentos ototóxicos: aminoglicosídeos, cisplatina, altas doses de AAS
- Doença de Ménière
- Neurinoma do acústico: tumor benigno do nervo auditivo — raro, mas importante identificar
- Causas genéticas: perda auditiva congênita ou de início tardio por mutações genéticas
Perda Auditiva Mista
Combinação de componente condutivo e neurossensorial no mesmo ouvido. Comum em pacientes com história de otites crônicas que também têm comprometimento coclear.
Sinais de Alerta para Perda Auditiva
- Necessidade de aumentar o volume da televisão ou rádio frequentemente
- Dificuldade para entender conversas em ambientes com ruído de fundo
- Pedir para repetir o que foi dito com frequência
- Dificuldade para entender ao telefone
- Sensação de "ouvido tapado" persistente
- Zumbido associado à dificuldade auditiva
- Em crianças: atraso no desenvolvimento da fala, falta de resposta a sons, dificuldade escolar
Diagnóstico da Perda Auditiva
A Dra. Marília Ferreira realiza avaliação completa que inclui:
- Otoscopia: exame visual do canal auditivo e tímpano com otoscópio ou microscópio — identifica cerume, perfurações, sinais de otite
- Audiometria tonal liminar: avaliação da sensibilidade auditiva em diferentes frequências, realizada em cabine acústica por fonoaudiólogo parceiro
- Audiometria vocal: avaliação da inteligibilidade de palavras, fundamental para o planejamento de reabilitação
- Timpanometria: avaliação da mobilidade do tímpano e da função do ouvido médio
- Emissões otoacústicas (EOA): avaliação da função coclear, especialmente útil em crianças pequenas que não colaboram com a audiometria convencional
- Potencial Evocado Auditivo (BERA/ABR): indicado em casos específicos para avaliação das vias auditivas centrais
- Exames de imagem: tomografia do osso temporal ou ressonância magnética quando indicados
Tratamento da Perda Auditiva
O tratamento depende do tipo e da causa identificada:
- Perda condutiva por cerume: lavagem ou aspiração do canal auditivo — resultado imediato
- Otite média com efusão: tratamento clínico ou colocação de tubo de ventilação (grommet) quando há perda auditiva e não há resolução espontânea
- Perfuração do tímpano: miringoplastia (cirurgia de reconstrução do tímpano) nos casos sem resolução espontânea
- Otosclerose: estapedotomia (cirurgia dos ossículos) ou adaptação de aparelho auditivo
- Perda neurossensorial: adaptação de aparelho auditivo, em graus mais severos implante coclear (encaminhamento especializado)
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica presencial.
Agendar Avaliação para Perda AuditivaPerguntas Frequentes sobre Perda Auditiva
A perda auditiva tem cura?
Depende do tipo. A perda condutiva frequentemente tem tratamento eficaz (clínico ou cirúrgico) com excelente recuperação da audição. A perda neurossensorial, em geral, não tem cura, mas pode ser reabilitada com aparelhos auditivos ou implante coclear, com grande melhora na qualidade de vida.
Com que idade devo fazer minha primeira audiometria?
Crianças devem ser avaliadas ao nascimento (triagem auditiva neonatal — teste da orelhinha) e sempre que houver suspeita de dificuldade auditiva. Adultos com fatores de risco (exposição a ruídos, histórico familiar, doenças crônicas) devem fazer audiometria periodicamente. A partir dos 50-60 anos, a avaliação periódica é recomendada mesmo sem queixas.
Criança com otite pode ficar surda?
Otites agudas repetidas podem causar perda auditiva condutiva temporária ou, em casos graves não tratados, perda permanente. Otites com efusão (serosa) persistente são a causa mais comum de perda auditiva condutiva em crianças e podem impactar o desenvolvimento da fala. O acompanhamento otorrinolaringológico é fundamental.
Fontes e Referências
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico com um otorrinolaringologista para avaliação e diagnóstico individualizados.
