Atualizado em 24 de junho de 2026 Revisado por Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825)
O atendimento infantil em otorrinolaringologia em Araguaína – TO com a Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825) oferece diagnóstico e tratamento especializado para as condições mais comuns da infância: otite, amigdalite, adenoide aumentada e respiração bucal. Formada no Hospital Paulista de Otorrinolaringologia (SP), a Dra. Marília tem experiência específica em otorrinopediatria e atende com abordagem humanizada, criando ambiente acolhedor para crianças e tranquilizando famílias no norte do Tocantins.
Por que Crianças Precisam de ORL Especializado?
A otorrinolaringologia pediátrica não é apenas a aplicação das mesmas condutas de adultos em crianças. A anatomia, a fisiologia e as condições clínicas da infância têm peculiaridades importantes que requerem formação e experiência específicas.
Crianças têm trompas de Eustáquio mais horizontais e curtas do que adultos, o que facilita a disseminação de infecções da nasofaringe para o ouvido médio — explicando por que otite é a infecção bacteriana mais comum na infância. A adenoide, presente apenas na infância e adolescência, pode obstruir a nasofaringe e contribuir para otites de repetição, sinusites e ronco. As amígdalas, quando hipertrofiadas, causam dificuldade de deglutição, apneia obstrutiva e infecções recorrentes.
A Dra. Marília Ferreira sabe que uma criança com perda auditiva — mesmo que temporária por otite serosa — pode ter seu desenvolvimento de linguagem, aprendizado e rendimento escolar comprometidos. Por isso, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais.
Amígdalas e Adenoides: Quando Operar?
Amigdalite de Repetição
As amígdalas palatinas fazem parte do sistema imunológico e têm papel de defesa na infância. Porém, quando se tornam foco de infecções frequentes, a remoção (amigdalectomia) passa a ser mais benéfica do que manter o órgão. Os critérios clínicos mais utilizados para indicar amigdalectomia são:
- 7 ou mais episódios de amigdalite no último ano, OU
- 5 ou mais episódios por ano nos últimos 2 anos, OU
- 3 ou mais episódios por ano nos últimos 3 anos
- Amigdalite periamigdaliana (abscesso) — indicação cirúrgica mais urgente
- Amigdalas muito hipertrofiadas causando dificuldade para engolir ou respirar
Adenoide Aumentada
A adenoide (tonsila faríngea) é uma massa de tecido linfoide localizada na parede posterior da nasofaringe, visível apenas com endoscopia — não é possível ver a adenoide "olhando para a garganta" da criança. Quando aumentada, pode causar:
- Obstrução nasal crônica e respiração bucal
- Ronco e apneia do sono em crianças
- Otites de repetição (a adenoide infectada contamina a trompa de Eustáquio)
- Voz nasalada e fala anasalada
- Sinusites de repetição
- Boca sempre aberta, mesmo acordada
A indicação de adenoidectomia (remoção da adenoide) é feita pela Dra. Marília após avaliação endoscópica e análise criteriosa dos sintomas. Quando amígdalas e adenoide estão ambas problemáticas, as cirurgias são feitas simultaneamente (adenoamigdalectomia).
Otite em Crianças: O que Todo Pai Precisa Saber
Tipos de Otite
- Otite média aguda (OMA): infecção bacteriana ou viral do ouvido médio, com dor intensa, febre e irritabilidade. Muito comum em crianças entre 6 meses e 2 anos. Tratamento com antibiótico na maioria dos casos.
- Otite média serosa (secretora): acúmulo de líquido no ouvido médio sem infecção aguda. Causa redução da audição e "coceira" no ouvido. Frequentemente silenciosa — a criança não reclama de dor, mas tem dificuldade para ouvir. É a principal causa de perda auditiva condutiva na infância.
- Otite de repetição: 3 ou mais episódios em 6 meses ou 4 episódios em 1 ano. Pode comprometer o desenvolvimento auditivo e de linguagem se não tratada adequadamente.
Tubo de Ventilação (Grommet)
Quando a otite serosa ou a otite de repetição não responde ao tratamento clínico, a Dra. Marília pode indicar a inserção de tubo de ventilação (grommet) — um pequeno dispositivo cilíndrico inserido no tímpano sob anestesia geral (procedimento rápido, de 10-15 minutos). O tubo mantém a ventilação do ouvido médio, drena o líquido acumulado e previne novas infecções, permitindo que a audição normalize enquanto a trompa de Eustáquio amadurece com o crescimento da criança.
Respiração Bucal: Um Problema Sério, Frequentemente Negligenciado
A respiração bucal na infância é um sinal de alerta que nunca deve ser ignorado. Respirar pela boca não é uma variação normal — é um sinal de obstrução nasal que precisa ser investigada e tratada. As consequências de uma respiração bucal não tratada ao longo dos anos de crescimento incluem:
- Fácies adenoidiana: alterações características do rosto — olhos avermelhados, olheiras, boca sempre aberta, maxila estreita, palato ogival (arqueado)
- Alterações dentárias e oclusais: mordida aberta, dentes apicoados, necessidade de tratamento ortodôntico mais extenso
- Déficit de crescimento: a respiração bucal compromete a qualidade do sono, reduzindo a liberação do hormônio de crescimento durante o sono profundo
- Comprometimento do aprendizado: crianças com apneia do sono por adenoide/amígdalas têm sono fragmentado, causando sonolência diurna, déficit de atenção e piora do rendimento escolar
- Alterações fonoaudiológicas: voz anasalada, dificuldades de fala e articulação
A Dra. Marília Ferreira realiza a investigação completa da respiração bucal em crianças — desde a nasofibroscopia para avaliar adenoide e cornetos até a indicação do tratamento adequado (clínico ou cirúrgico), sempre em conjunto com o pediatra, ortodontista e fonoaudiólogo quando necessário.
Sinais de que Seu Filho Precisa de Avaliação com Otorrinolaringologista
- Dorme de boca aberta com frequência
- Ronca durante o sono
- Tem pausas na respiração durante o sono (apneia observada pelos pais)
- Acorda cansado ou com dor de cabeça
- Tem otites frequentes (mais de 3-4 por ano)
- Parece não ouvir bem, precisa aumentar o volume da TV
- Tem amigdalite frequente com febre alta
- Apresenta mau hálito persistente mesmo com boa higiene bucal
- Tem nariz sempre entupido, mesmo sem estar resfriado
- Apresentou atraso no desenvolvimento da fala
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica presencial.
Agendar Consulta InfantilPerguntas Frequentes — Otorrino Infantil
A partir de que idade a criança pode ser consultada com a Dra. Marília?
A Dra. Marília Ferreira atende crianças desde a lactância (primeiros meses de vida). Condições como otite em bebês, malformações auriculares e avaliação auditiva podem ser realizadas mesmo em recém-nascidos. Para cada faixa etária, a abordagem é adaptada às características anatômicas e comportamentais da criança.
Remover as amígdalas ou a adenoide vai enfraquecer a imunidade do meu filho?
Esta é uma preocupação muito comum, mas estudos científicos sólidos demonstram que a remoção das amígdalas e da adenoide não compromete a imunidade da criança. O sistema imunológico conta com centenas de outros linfonodos e estruturas de defesa. Após a adenoamigdalectomia, crianças geralmente apresentam menos infecções, não mais — pois o foco infeccioso crônico é eliminado.
Meu filho vai sentir dor após a cirurgia de amígdala?
Haverá dor de garganta no pós-operatório, que é geralmente bem controlada com analgésicos. A Dra. Marília orienta detalhadamente sobre a dieta adequada (alimentos frios e macios nas primeiras semanas), medicamentos e sinais de alerta. A maioria das crianças se recupera em 7-10 dias.
O tubo de ventilação (grommet) machuca?
O procedimento é realizado sob anestesia geral (rapidíssimo, 10-15 minutos). Após a cirurgia, a criança não sente o tubo no ouvido — ele é muito pequeno (2-3mm). O tubo permanece no lugar por 6-18 meses e costuma cair sozinho quando o tímpano o expulsa naturalmente. O furo no tímpano fecha espontaneamente após a saída do tubo.
Fontes e Referências
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico com um otorrinolaringologista para avaliação e diagnóstico individualizados.
