Atualizado em 24 de junho de 2026 Revisado por Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825)
O sangramento nasal (epistaxe) em Araguaína tem avaliação especializada com a Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825), otorrinolaringologista na Humana Clínica, Av. 1 de Janeiro, 832, Centro. A epistaxe é um dos sintomas mais comuns em otorrinolaringologia — afeta pessoas de todas as idades, da criança ao idoso — e, embora geralmente benigna, pode ser o sinal de condições subjacentes que requerem investigação e tratamento específico.
O que é a Epistaxe e quão comum ela é?
A epistaxe é o sangramento originado da mucosa nasal. Estima-se que cerca de 60% das pessoas terão pelo menos um episódio de epistaxe ao longo da vida, e que 6% necessitarão de atenção médica em algum momento. A maioria dos episódios é autolimitada e resolve com compressão local, mas sangramentos recorrentes, intensos ou em pessoas com comorbidades merecem avaliação especializada.
Tipos de Epistaxe
Epistaxe Anterior (a mais comum)
Origina-se no Plexo de Kiesselbach, uma área na porção anterior do septo nasal onde se concentram vários vasos sanguíneos. Representa cerca de 90% de todos os casos. O sangue sai pela narina, é visível e geralmente fácil de controlar com compressão. É mais comum em crianças e adultos jovens.
Epistaxe Posterior (menos comum, mas mais grave)
Origina-se de artérias maiores na porção posterior do nariz. O sangue frequentemente escorre pela garganta e pode ser engolido ou expectorado. É mais comum em idosos, frequentemente associada à hipertensão arterial. Pode necessitar de tamponamento nasal posterior ou cauterização com endoscópio.
Principais Causas da Epistaxe
Causas Locais
- Ressecamento da mucosa nasal: a causa mais comum — ar seco (ar condicionado, inverno), que fragiliza a mucosa e expõe os vasos ao traumatismo
- Trauma nasal: pancadas, quedas, traumatismo ao assoar o nariz com força excessiva
- Manipulação nasal (coceira): especialmente em crianças
- Desvio de septo nasal: o ar flui de forma turbulenta sobre a área do desvio, ressecando a mucosa
- Rinite e infecções nasais: a inflamação da mucosa fragiliza os vasos
- Corpo estranho: especialmente em crianças pequenas — sempre suspeitar em epistaxe unilateral com odor fétido
- Neoplasias nasais: raro, mas epistaxe unilateral persistente em adultos deve ser investigada
Causas Sistêmicas
- Hipertensão arterial: fator agravante — não é diretamente a causa, mas dificulta a coagulação local pelos vasos sob maior pressão
- Medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários: warfarina, aspirina, clopidogrel, heparinas, novos anticoagulantes orais
- Distúrbios da coagulação: hemofilia, doença de von Willebrand, trombocitopenia
- Doença hepática: com comprometimento da síntese de fatores de coagulação
- Telangiectasia hemorrágica hereditária (doença de Osler-Weber-Rendu): condição genética com epistaxes recorrentes e telangectasias em múltiplos órgãos
O que Fazer quando o Nariz Sangra?
Para epistaxe anterior comum, o correto é:
- Sentar-se e inclinar levemente o tronco para frente (não para trás — o sangue engolido pode causar náusea)
- Comprimir as asas nasais com os dedos contra o septo por 10-15 minutos ininterruptos, respirando pela boca
- Não soltar antes do tempo para "verificar" — isso interrompe a coagulação
- Aplicar compressa fria sobre o nariz e a nuca pode ajudar
- Após cessar, evitar assoar o nariz, realizar esforço físico e inclinar a cabeça para baixo por algumas horas
Procure atendimento médico urgente se: o sangramento não parar após 20-30 minutos de compressão; for muito intenso; a pessoa usa anticoagulantes; houver sangramento simultâneo em outros locais; a pessoa estiver pálida, com tontura ou perda de consciência.
Tratamentos Disponíveis para Epistaxe Recorrente
- Hidratação da mucosa: pomadas de vaselina ou soluções salinas nasais para manter a mucosa úmida — primeira medida em casos leves com ressecamento como causa
- Cauterização química: aplicação de nitrato de prata sobre o Plexo de Kiesselbach para obliterar os vasos dilatados — procedimento ambulatorial simples
- Cauterização elétrica (com eletrocautério): para vasos maiores ou casos que não respondem à cauterização química
- Tamponamento nasal: anterior ou posterior, nos casos de sangramento intenso
- Tratamento endoscópico: cauterização ou ligadura dos vasos por via endoscópica, nos casos de epistaxe posterior resistente
- Ajuste de medicamentos: revisão de anticoagulantes em conjunto com o médico responsável
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica presencial. Em caso de sangramento intenso que não cede com compressão, procure atendimento de urgência.
Agendar Avaliação para Sangramento NasalPerguntas Frequentes sobre Sangramento Nasal
Criança com nariz que sangra com frequência: devo me preocupar?
Epistaxe frequente em crianças (mais de 1-2 episódios por semana) merece avaliação otorrinolaringológica. A causa mais comum é o ressecamento da mucosa associado à manipulação nasal (coceira). A cauterização do Plexo de Kiesselbach é simples e muito eficaz. Em raros casos, sangramento frequente pode indicar distúrbio de coagulação — o médico investigará conforme o histórico.
Hipertensão causa sangramento nasal?
A relação entre hipertensão e epistaxe é mais complexa do que parece. A hipertensão não é uma causa direta de sangramento nasal, mas pode dificultar a coagulação e fazer o sangramento durar mais. Epistaxe intensa em paciente hipertenso deve ser avaliada com urgência.
A cauterização do nariz dói?
A cauterização química com nitrato de prata é realizada com anestesia tópica (spray anestésico na mucosa) e causa desconforto mínimo — uma sensação de leve ardência transitória. Em crianças mais jovens ou ansiosas, pode ser realizada sob sedação leve para maior conforto.
Fontes e Referências
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico com um otorrinolaringologista para avaliação e diagnóstico individualizados.
