Atualizado em 24 de junho de 2026 Revisado por Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825)
Se você tem desvio de septo em Araguaína – TO e sofre de obstrução nasal crônica, ronco ou sinusites frequentes, a septoplastia realizada pela Dra. Marília Ferreira (CRM TO 4674 | RQE TO 3825) pode ser a solução definitiva. Estima-se que 80% da população tenha algum grau de desvio de septo, mas apenas uma fração apresenta sintomas significativos que justificam tratamento cirúrgico. A Dra. Marília, formada no Hospital Paulista de Otorrinolaringologia (SP), avalia cada caso com rigor para indicar a septoplastia apenas quando há benefício clínico real — sem indicações desnecessárias. Atendimento na Humana Clínica, em Araguaína, referência para o norte do Tocantins.
O que é o Septo Nasal?
O septo nasal é a parede central que divide a cavidade nasal em duas fossas nasais — direita e esquerda. É composto por osso (na parte posterior) e cartilagem (na parte anterior e central). Em condições ideais, o septo é reto e centralizado, permitindo fluxo de ar equilibrado pelos dois lados do nariz.
O desvio de septo ocorre quando essa parede se encontra deslocada de sua posição central, obstruindo parcialmente uma ou ambas as fossas nasais. O desvio pode ter origem congênita (presente desde o nascimento), traumática (quedas, fraturas nasais, esportes de contato) ou ser decorrente do crescimento diferenciado dos ossos e cartilagens durante a adolescência.
80% da População Tem Desvio de Septo — Por que Nem Todos Operam?
A prevalência do desvio de septo na população geral é surpreendentemente alta — estudos radiológicos mostram algum grau de desvio em aproximadamente 80% dos adultos. No entanto, a maioria são desvios leves a moderados que não causam sintomas clinicamente significativos.
A cirurgia — septoplastia — é indicada apenas quando o desvio causa sintomas que impactam a qualidade de vida e que não respondem ao tratamento clínico. A regra fundamental é: o paciente deve ser tratado, não o exame. Um septo levemente desviado numa tomografia, sem sintomas correspondentes, não requer cirurgia.
A Dra. Marília Ferreira é criteriosa nessa avaliação — nunca indica septoplastia sem correlação entre os achados anatômicos e os sintomas do paciente.
Quando o Desvio de Septo Causa Sintomas?
Os sintomas característicos do desvio de septo clinicamente significativo incluem:
- Obstrução nasal unilateral ou bilateral: dificuldade para respirar pelo nariz, geralmente pior de um lado do que do outro
- Obstrução nasal posicional: piora ao deitar de lado, especialmente do lado do desvio
- Ronco: a obstrução nasal força a respiração bucal durante o sono, favorecendo o ronco
- Sinusite de repetição: o desvio pode obstruir o óstio de drenagem dos seios paranasais, predispondo à sinusite
- Epistaxe (sangramento nasal): o fluxo turbulento de ar em torno do desvio resseca e irrita a mucosa, causando sangramento
- Cefaleia: em casos com desvio que toca o corneto (septo contato), pode causar dor de cabeça por estimulação dos nervos
- Boca seca ao acordar: consequência da respiração bucal noturna
- Intolerância ao exercício: dificuldade para respirar durante atividade física por limitação do fluxo nasal
Diagnóstico do Desvio de Septo
A avaliação diagnóstica da Dra. Marília Ferreira inclui:
- Rinoscopia anterior: exame com espéculo nasal que permite visualização das fossas nasais e parte anterior do septo
- Nasofibroscopia (endoscopia nasal): visualização completa das fossas nasais, incluindo meatos, cornetos, choane e nasofaringe — fundamental para avaliação do septo posterior e planejamento cirúrgico
- Tomografia computadorizada de seios paranasais: exame de imagem que permite visualização tridimensional do septo, cornetos, seios paranasais e relações anatômicas — indispensável para planejamento cirúrgico
A correlação entre os achados clínicos (sintomas) e os achados dos exames é o que determina a indicação cirúrgica.
Septoplastia: Como é Feita?
A septoplastia é uma cirurgia endoscópica realizada pelas narinas, sem incisões externas e sem alteração na aparência do nariz. O procedimento consiste na reposição do septo desviado à linha mediana:
Técnica: Sob anestesia geral ou local com sedação, a Dra. Marília faz uma incisão na mucosa que reveste o septo (não na pele externa do nariz). A mucosa é delicadamente levantada do lado do desvio, expondo a cartilagem e o osso septal desviado. As partes desviadas são excisadas ou reposicionadas, e a mucosa é re-aproximada com suturas absorvíveis.
Duração: 45 minutos a 1,5 hora, dependendo da complexidade do desvio.
Alta: geralmente no mesmo dia (cirurgia ambulatorial) ou no dia seguinte, dependendo do protocolo anestésico.
Turbinoplastia Associada
Frequentemente, o desvio de septo está associado à hipertrofia dos cornetos inferiores — aumento compensatório das conchas nasais no lado oposto ao desvio, como mecanismo do organismo para equilibrar o fluxo de ar. Quando isso ocorre, a septoplastia isolada pode não resolver completamente a obstrução nasal.
A turbinoplastia (redução dos cornetos inferiores hipertrofiados) pode ser realizada no mesmo ato cirúrgico da septoplastia, sem custo de recuperação adicional significativo. A Dra. Marília avalia a necessidade de cada procedimento individualmente.
Septoplastia vs. Septorrinoplastia
Muitos pacientes têm tanto uma queixa funcional (dificuldade para respirar pelo nariz) quanto uma queixa estética (insatisfação com a aparência do nariz). Nesses casos, é possível — e frequentemente mais eficiente — combinar a septoplastia funcional com a rinoplastia estética em um único procedimento: a septorrinoplastia.
- Septoplastia (funcional): correção do desvio de septo para melhorar a respiração — sem alterar a aparência externa do nariz
- Septorrinoplastia (funcional + estética): correção do desvio de septo + remodelação da aparência externa do nariz em um único procedimento
A vantagem da septorrinoplastia é um único tempo anestésico, uma única recuperação e a possibilidade de usar a cartilagem septal retirada na correção funcional como material de enxerto para a rinoplastia, sem necessidade de coleta adicional de cartilagem. A Dra. Marília avalia cada caso e apresenta as opções com clareza.
Pós-operatório da Septoplastia
- Tamponamento nasal: pode ser utilizado tamponamento absorvível ou esponjas por 24-48 horas para controlar sangramento
- Obstrução nasal inicial: nas primeiras 1-2 semanas, o nariz pode parecer mais entupido do que antes — isso é normal e decorre do edema pós-operatório da mucosa
- Lavagem nasal: fundamental no pós-op — o soro fisiológico irriga o interior do nariz, remove crostas e acelera a cicatrização da mucosa
- Retorno ao trabalho: atividades de escritório em 5-7 dias; trabalhos físicos após 15-21 dias
- Atividades físicas: caminhadas leves após 15 dias; esportes intensos após 30 dias
- Evitar: assoar o nariz com força nas primeiras 2 semanas; voos por 2-3 semanas; contato facial em esportes por 30 dias
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica presencial.
Agendar Avaliação para Desvio de SeptoPerguntas Frequentes sobre Desvio de Septo e Septoplastia
A septoplastia muda a aparência do nariz?
Não, quando realizada isoladamente. A septoplastia é uma cirurgia endoscópica interna — sem incisões na pele do nariz — que corrige o desvio sem alterar a forma externa. Se o paciente também quer modificar a aparência do nariz, a septorrinoplastia combina as duas abordagens.
Preciso de tomografia para avaliar o desvio de septo?
A tomografia de seios paranasais é o exame mais informativo para planejamento cirúrgico, mas nem sempre é necessária para o diagnóstico inicial. A Dra. Marília pode solicitar esse exame após a avaliação clínica e endoscópica, quando indica a cirurgia.
A septoplastia é coberta por convênio?
O atendimento da Dra. Marília Ferreira é exclusivamente particular. Para consultas sobre cobertura por convênios com outros serviços, cada paciente deve verificar com seu plano de saúde, pois a septoplastia com indicação clínica documentada (obstrução nasal funcional) pode ter cobertura em alguns planos.
O desvio de septo pode voltar após a cirurgia?
Em adultos com crescimento ósseo completo, a recidiva do desvio de septo após septoplastia bem realizada é incomum. Em adolescentes ainda em crescimento, um grau de recidiva é mais possível, motivo pelo qual a Dra. Marília aguarda idealmente o término do crescimento (16-18 anos) antes de indicar a cirurgia em pacientes jovens.
Tenho desvio de septo mas não sinto nada. Devo operar?
Não. Desvio de septo assintomático não tem indicação cirúrgica. A Dra. Marília Ferreira é clara nessa posição: a cirurgia existe para tratar o paciente, não para "corrigir" um achado de exame. Se o desvio não causa sintomas que impactam sua qualidade de vida, a observação é a conduta correta.
Fontes e Referências
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. Em caso de sintomas, consulte um médico e procure atendimento médico com um otorrinolaringologista para avaliação e diagnóstico individualizados.
